Marvel’s Wolverine chega ao PlayStation 5 apostando em uma experiência diferente daquela apresentada pela série Marvel’s Spider-Man. Desenvolvido pela Insomniac Games, o novo título coloca Logan no centro de uma aventura linear, violenta e repleta de combates intensos.
A análise publicada pela The Verge destaca que o jogo representa uma espécie de retorno aos títulos de ação mais tradicionais, deixando de lado grandes mundos abertos e sistemas excessivamente complexos para concentrar-se no combate e em grandes sequências cinematográficas.
Wolverine aposta em combate agressivo
O principal destaque de Marvel’s Wolverine é o sistema de combate. Como seria esperado do personagem, Logan utiliza suas garras, força física e capacidade de regeneração para enfrentar grupos de inimigos.
A jogabilidade exige uma postura agressiva. Wolverine consegue avançar rapidamente contra os adversários, bloquear ataques e utilizar suas garras para causar grandes quantidades de dano.
Um dos elementos importantes é o sistema de fúria. Conforme Logan participa dos combates, sua raiva aumenta e permite utilizar habilidades especiais, incluindo ataques extremamente poderosos e recursos relacionados à sua capacidade de cura.
Essa mecânica incentiva o jogador a permanecer no ataque em vez de adotar uma estratégia excessivamente defensiva.
Uma aventura mais linear que Spider-Man
Apesar de também ser desenvolvido pela Insomniac Games, Marvel’s Wolverine possui uma estrutura bastante diferente de Marvel’s Spider-Man.
Enquanto os jogos do Homem-Aranha exploram uma versão aberta de Nova York, Wolverine apresenta uma experiência muito mais linear. A estrutura lembra, em determinados momentos, jogos como God of War e Uncharted, combinando combate, narrativa e grandes sequências cinematográficas.
A história acompanha Logan em uma aventura que envolve o grupo conhecido como Team X. Durante a jornada, o personagem encontra figuras conhecidas do universo dos X-Men, incluindo Sabretooth, Mystique, Nathaniel Essex e Jean Grey.
A trama começa envolvendo o desaparecimento de mutantes e uma conspiração relacionada a um poderoso empresário ligado ao comércio de armas.
Grandes sequências cinematográficas
Outro ponto de destaque são os momentos de ação em grande escala.
O jogo apresenta perseguições, batalhas contra personagens conhecidos dos quadrinhos e situações em que Wolverine precisa lutar enquanto enfrenta cenários extremamente perigosos.
Entre os exemplos mencionados na análise estão sequências ambientadas nos telhados de Tóquio, grandes confrontos contra chefes e momentos em que Logan precisa lutar pela própria sobrevivência.
Essas sequências aproximam Marvel’s Wolverine da estrutura cinematográfica encontrada na franquia Uncharted, criando momentos que procuram reproduzir a sensação de estar dentro de um filme de ação.
Exploração e conteúdos secundários são pontos mais fracos
Embora a estrutura linear seja considerada uma mudança interessante em relação aos enormes mundos abertos, ela também traz algumas limitações.
O jogo possui colecionáveis espalhados pelos cenários, alguns deles relacionados a elementos adicionais da história e aos trajes disponíveis para Wolverine.
Entretanto, a exploração fora do caminho principal é apontada como pouco interessante. Isso faz com que esses conteúdos sejam mais relevantes para jogadores interessados em completar o jogo completamente do que para quem deseja apenas acompanhar a campanha principal.
Os trajes também não recebem o mesmo destaque encontrado nos jogos do Homem-Aranha, especialmente porque alguns deles contrastam com a atmosfera mais sombria e violenta de Wolverine.
História não surpreende tanto
A narrativa começa com uma premissa promissora, mas a análise considera que ela acaba seguindo caminhos relativamente previsíveis.
Jogadores familiarizados com o universo dos X-Men, seja através dos quadrinhos ou das animações, podem encontrar poucas surpresas na história.
Fora dos combates e das grandes sequências de ação, alguns elementos do jogo acabam seguindo uma fórmula mais tradicional dos grandes títulos AAA, incluindo determinadas missões, cenas e momentos de interação.
Campanha de aproximadamente 13 horas
Outro diferencial de Marvel’s Wolverine é sua duração.
A campanha principal pode ser concluída em aproximadamente 13 horas, segundo a experiência relatada na análise da The Verge. Isso coloca o jogo em uma posição diferente de grandes aventuras de mundo aberto que podem exigir dezenas de horas para serem concluídas.
A proposta é mais direta: oferecer uma campanha focada em ação, narrativa e momentos cinematográficos, sem tentar incluir uma quantidade excessiva de atividades secundárias.
Marvel’s Wolverine chega ao PS5 em setembro
Marvel’s Wolverine é um exclusivo do PlayStation 5 desenvolvido pela Insomniac Games.
O lançamento está marcado para 15 de setembro de 2026, colocando o jogo em um período particularmente movimentado para a indústria dos games, com vários grandes lançamentos previstos para os meses seguintes.
Mesmo apresentando alguns problemas em sua narrativa e exploração, o foco intenso na ação ajuda Wolverine a encontrar sua própria identidade.
Para quem procura uma aventura de super-herói mais direta, com combates violentos, grandes batalhas e sequências cinematográficas, o jogo promete oferecer uma experiência diferente dos tradicionais títulos de mundo aberto.
Marvel’s Wolverine parece apostar em uma fórmula simples: colocar o jogador no controle de um dos personagens mais agressivos da Marvel e deixar que suas garras façam grande parte do trabalho.
A campanha linear, o combate baseado em agressividade e as sequências cinematográficas são os principais elementos da experiência. Por outro lado, a exploração limitada e uma história considerada previsível podem impedir que o jogo alcance o mesmo impacto fora dos momentos de ação.
Ainda assim, a proposta mais compacta e focada pode ser justamente o que diferencia Marvel’s Wolverine em um mercado repleto de jogos gigantescos e experiências de mundo aberto.
Fonte: The Verge — análise de Andrew Webster, publicada em 10 de setembro de 2026.




